As ações negociadas na Europa tiveram uma forte queda na sessão do dia 11 de junho deste ano, motivada pelos rumores de segunda onda da pandemia de covid-19 em países que estão flexibilizando as medidas de isolamento social. Além dos rumores de novo foco de pandemia, as projeções divulgadas em recentes notícias pelo Fed (Federal Reserve) gerou bastante preocupação entre os investidores. Mediante a isso, o STOXX 600, índice pan-europeu relevante para o mercado, fechou a sessão em queda de 4,1%, sendo essa queda a quarta consecutiva.
Dentre as maiores perdas, as ações do setor automotivo foram as que mais impactaram na queda dos papéis negociados na Europa. Somente a Fiat Chrysler teve queda de 7,7% e a Peugeot PSA recuou 10%, após notícias de que as montadoras deverão enfrentar uma série de investigações sobre uma fusão no valor de US$ 50 bilhões. O método de avaliação da fusão das duas montadoras é o antitruste, que segue uma política rigorosa em contratos bilionários na Europa.
O STOXX 600 se afastou ainda mais dos níveis de cotação máxima alcançados a alguns meses atrás, logo após o Fed ter divulgado expectativas positivas de recuperação da economia global. Mas, ficou claro que para essa recuperação ocorrer de fato, serão necessárias medidas que vão além do simples relaxamento das medidas de isolamento social e reabertura das atividades comerciais se existe uma grande chance de uma segunda onda de coronavírus.
O Banco Central dos Estados Unidos divulgou recentemente uma contração da economia global estimada em 6,5% este ano. A possibilidade de haver uma elevação no número de casos de covid-19 também nos Estados Unidos, fez recuar as esperanças de flexibilização das medidas de isolamento social no país. Dados divulgados pela Reuters mostraram que após 5 semanas consecutivas de queda no número de infectados nos Estados Unidos, houve crescimento no número de casos após as medidas de relaxamento no isolamento social no país.
Dentre as maiores perdas observadas no STOXX 600, as ações dos setores de viagens também puxaram o índice para baixo junto com as do setor automotivo. A maior queda de modo geral foi dos papéis da Cineworld, companhia de cinemas britânica, que teve um recuo de 17,1% na sessão.