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Nova carteira de identidade já foi emitida para 17 milhões de brasileiros

Cerca de 17 milhões de brasileiros já contam com a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), segundo os dados que foram divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). 

A nova CIN “reduz as fraudes, melhora os cadastros administrativos e qualifica o acesso a serviços públicos digitais, pois possibilita um acesso mais seguro (conta Ouro) aos mais de 4.500 serviços digitais disponíveis no GOV.BR”, explicou o MGI. “No futuro, os serviços poderão, inclusive, ser ofertados de forma automatizada”, acrescentou a entidade.

A Pasta também frisou que “uma das principais inovações da CIN é o seu padrão nacional e número único” — que é o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Ou seja, as notícias são de que o “antigo” Registro Geral (RG) cairá em desuso, gradualmente. 

“Todas as pessoas têm até 2032 para fazer a troca do seu documento pela nova identidade, sendo a primeira via gratuita para todos”, enfatizou, ainda, o MGI. 

Atualmente, a nova Carteira de Identidade Nacional é emitida em todos os estados do país. “A emissão do documento pode ser agendada nos Institutos de Identificação dos Estados e do Distrito Federal. Para isso, é necessário que as pessoas levem as suas certidões de nascimento/casamento para a emissão da CIN”, orientou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. 

Algumas das dúvidas mais frequentes dos brasileiros a respeito da nova Carteira de Identidade Nacional estão esclarecidas no portal do MGI. Uma delas é: “por que fazer a nova Carteira de Identidade Nacional?”. 

“Um dos benefícios da CIN será a melhoria dos cadastros da administração pública, que são fundamentais para a implantação de políticas públicas. Desta forma, os serviços públicos e privados, em pontos de atendimento físicos ou digitais, poderão realizar conferências dos dados que individualizam/identificam as pessoas”, salientou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.  

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Desemprego cai para 6,9% no trimestre encerrado em junho

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desocupação da população brasileira na força de trabalho foi estimada em 6,9% no trimestre referente aos meses de abril, maio e junho. O levantamento foi publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de julho, dia 31. 

O resultado em questão se trata de uma queda 1 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre imediatamente anterior, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2024 (7,9%) — e de um recuo de 1,1 p.p. ante o mesmo trimestre do ano passado, referente ao período de abril a junho de 2023 (8%).

Em números absolutos, as notícias do IBGE são que cerca de 7,5 milhões de pessoas estavam desocupadas na força de trabalho no Brasil entre os meses de abril e junho deste ano — o que representa uma queda de 12,5% ante o trimestre de janeiro a março de 2024, e de 12,8% ante o período de abril a junho de 2023. Em contrapartida, o contingente de pessoas ocupadas na força de trabalho no Brasil, que somou 101,8 milhões de trabalhadores no trimestre de abril a junho deste ano, subiu 1,6% na comparação com o trimestre de janeiro a março, e 3% em relação ao período de abril a junho de 2023. 

O nível da ocupação, por sua vez — que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — foi estimado em 57,8% no trimestre referente aos meses de abril, maio e junho de 2024. Nesse caso, trata-se de uma alta de 0,8 p.p. ante o trimestre de janeiro a março deste ano (57%); e de um incremento de 1,2 p.p. em relação aos meses de abril, maio e junho de 2023 (56,6%).

Esses e demais dados e informações a respeito da taxa de desocupação da população brasileira na força de trabalho estão disponíveis na íntegra da Pnad Contínua do IBGE.  

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Preço da cesta básica de alimentos dos brasileiros sobe, em abril, em mais da metade das capitais analisadas pelo Dieese

Em abril, ante março, o valor do conjunto dos alimentos básicos na cesta dos brasileiros aumentou em dez das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) — que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. 

Segundo a entidade, as elevações mais importantes na passagem de março para abril aconteceram, pelo segundo mês consecutivo, nos estados do Nordeste: Fortaleza (7,76%), João Pessoa (5,40%), Aracaju (4,84%), Natal (4,44%), Recife (4,24%) e Salvador (3,22%). Enquanto as reduções mais expressivas foram observadas em Brasília (-2,66%), no Rio de Janeiro (-1,37%) e em Florianópolis (-1,22%).

As notícias do Dieese também são que São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo em abril (R$ 822,84). Em seguida, aparecem nesse ranking: Rio de Janeiro (R$ 801,15), Florianópolis (R$ 781,53) e Porto Alegre (R$ 775,63). “Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 582,11), João Pessoa (R$ 614,75) e Recife (R$ 617,28)”, acrescentou a entidade. 

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ainda fez uma relação entre o salário mínimo dos brasileiros e o valor médio da cesta básica de alimentos. “Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em abril de 2024, 54,01% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos”, frisou o Dieese. Em março, esse percentual foi de 53,29% da renda líquida e, em abril de 2023, de 56,51%.

Mais dados e informações a respeito do valor do conjunto dos alimentos básicos nas cestas da população brasileira constam na íntegra da publicação do Dieese

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Em fevereiro, inflação sobe 0,83%  

O indicador que mede a inflação oficial do país, o chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma alta de 0,83% em fevereiro — resultado que ficou 0,41 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,42% observada em janeiro. Segundo as notícias divulgadas pela entidade no último dia 12 de março, o IPCA acumula, no ano, alta de 1,25% e, nos últimos 12 meses, um crescimento de 4,50%. Já em fevereiro de 2023, a variação do indicador havia sido de 0,84%.

Dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA, sete apresentaram alta em fevereiro — sendo que a maior variação (4,98%) e o maior impacto (0,29 p.p.) vieram de Educação. “Outros destaques foram os grupos Alimentação e bebidas (0,95% e 0,20 p.p.) e Transportes (0,72% e 0,15 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,44% de Vestuário e o 1,56% de Comunicação”, acrescentou o Instituto.

Em termos de índices regionais, todas as 16 áreas de abrangência da pesquisa tiveram alta de preços. Nesse caso, a maior variação ocorreu em Aracaju (1,09%), influenciada pela alta da gasolina (10,45%); em contrapartida, o menor resultado foi registrado em Rio Branco (0,26%), por conta da queda nos preços da passagem aérea (-19,37%), especificou o IBGE. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo abrange, além da capital Brasília, também dez regiões metropolitanas do país — Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Vitória, Belém e Porto Alegre — e, ainda, os municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Saiba mais sobre o indicador na íntegra da publicação do IBGE.

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Inflação fica em 0,42% em janeiro, aponta indicador do IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — indicador oficial da inflação no país — teve alta de 0,42% em janeiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no último dia 8 de fevereiro. O resultado observado no primeiro mês de 2024 se trata de uma queda de 0,14 ponto percentual (p.p.) ante a taxa de dezembro de 2023, que foi de 0,56%. Por sua vez, em janeiro do ano passado, a variação do indicador foi de 0,53%.

Também segundo as notícias do IBGE, o IPCA acumula alta de 4,51% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,62% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

Ainda, dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta em janeiro — sendo que a maior variação (1,38%) e o maior impacto (0,29 p.p.) vieram do grupo Alimentação e bebidas. Em seguida, destaca-se a alta de Saúde e cuidados pessoais (0,83% e 0,11 p.p.). “Por sua vez, o grupo Transportes registrou queda no índice de janeiro (-0,65% e -0,14 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,08% de Comunicação e o 0,82% de Despesas pessoais”, acrescentou o relatório da entidade.

No que aos índices regionais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que apenas Brasília (-0,36%) teve variação negativa em janeiro, influenciado pela queda nos preços da passagem aérea (-21,31%). A maior variação, por sua vez, foi registrada em Belo Horizonte (1,10%), em decorrência da alta do ônibus urbano (15,89%).

Todos os dados referentes à evolução do IPCA estão disponíveis na íntegra da publicação do IBGE

Sobre o IPCA

Calculado pelo IBGE desde 1980, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. Ele abrange dez regiões metropolitanas do país — Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória, São Paulo, Salvador e Porto Alegre — além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, e da capital Brasília.

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Empiricus muda posicionamento em relação a Comissão de Valores Mobiliários

A marca apresenta seu departamento compliance, pede desculpas por case Bettina e demonstra estar alinhada com reguladores.

A campanha Bettina não trouxe bons frutos para a Empiricus. Além de multas do Procon e o pedido de retirada do vídeo em que a copywriter afirmava ter ganho um milhão de reais em investimentos, a empresa teve que se adequar às orientações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para publicidade dos players de análise financeira.

Esse não foi o primeiro episódio envolvendo a empresa e a CVM. Anteriormente, seu posicionamento era que o órgão não tinha poder de fiscalização sobre suas atividades, visto que se enquadra como veículo de comunicação e não uma casa de análises.

Atualmente o posicionamento da Empiricus é de alinhamento com as reguladoras. O primeiro passo foi tornar seus processos internos mais rígidos e apresentar comunicações externas mais condizentes com a realidade. Também trouxe profissionais ainda mais técnicos para compor sua equipe de pesquisa financeira, que já era uma das mais capacitadas do país.

Tudo isso foi para desenvolver seu compliance, tornando-o uma referência para o mercado editorial e o de capitais no país. Compliance é o departamento cujo intuito é ajustar seus processos com a legislação vigente regulamentos aplicáveis.

Outro ponto foi a adequação às orientações da CVM, com a criação de alertas de riscos nas peças publicitárias dos players de análise financeira. Agora tanto a publicidade, como os relatórios da Empiricus contam com mensagens sobre o risco dos investimentos.

O pedido de desculpas de Bettina

Seis meses após o primeiro anúncio, Bettina Rudolph protagoniza um novo vídeo, porém pedindo desculpas públicas e reconhecendo o erro. Ela afirma que a relação iniciou de forma errada, uma vez que foi passada a informação errada ou recado distorcido de que seu patrimônio cresceu de forma rápida ou fácil.

A copywriter diz que ainda que tenha iniciado seus investimentos com pouco mais de mil reais, o que de fato aconteceu, e que tenha obtido mais de 1 milhão em 3 anos, não foi apenas um investimento de mil reais a causa do crescimento do seu patrimônio. Ela pondera que mesmo na versão deveria ter ficado claro que foram feitos outros aportes no decorrer dos três anos.

Segundo Bettina, nem ela ou a Empiricus lucraram com a exposição do anúncio, já que seu intuito era o de apresentar um curso gratuito sobre investimentos. Basicamente, ele ensinava como novos investidores poderiam se posicionar frente ao mercado, apresentando opções conservadoras de investimentos e indicações de ações na bolsa.

A profissional também indaga o que teria ocorrido se o espectador tivesse clicado no ícone “Saiba mais” do primeiro anúncio e mostra números sobre CDI, redução na taxa Selic e evolução da bolsa de valores brasileiro ao longo de seis meses. De acordo com o vídeo, o investidor que tivesse depositado 10 mil reais nas ações indicadas pela Empiricus teria obtido um rendimento acima de 6 mil reais nesses seis meses.

Bettina pede uma segunda chance para mostrar quem realmente é. Ela finaliza a versão estendida do pedido de desculpas falando sobre a marca em seus dez anos de mercado. O número de assinantes supera os 360 mil; eles recebem relatórios produzidos por mais de 300 colaboradores, instalados em um dos endereços mais caros da Avenida Faria Lima, maior centro financeiro de São Paulo.

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Economia e fintechs: Felipe Miranda, da Empiricus, destaca as expectativas do mercado

A abertura da curva que representa os juros dá indicativos de como pode estar andando o mercado financeiro. Felipe Miranda, um dos executivos que fundaram a empresa Empiricus, cuja atuação é editorial, tratando de assuntos financeiros, reporta que não é possível afirmar se a Bolsa de Valores apresentará este ou aquele comportamento, uma vez que isto sempre está atrelado a uma série de acontecimentos que não são sempre possíveis de se prever.

O que se desenrola ao longo dos dias dentro da Bolsa acaba por se interligar aos desdobramentos das informações mais recentes da economia. Tais dados, contudo, são aqueles que estão disponíveis ao conhecimento do público. Em outras palavras, as estratégias envolvendo transações no mercado financeiro costumam se efetivar por meio de fatos recentes, que permitem alguns posicionamentos.

Com a economia global demonstrando certo alívio, principalmente ao que diz respeito ao aumento de yields, termo empregado por agentes do meio financeiro para designar rendimentos, o empresário ressalta que a ocasião é vista como propícia para se equilibrar as finanças das companhias. Apesar disso, o Co-CEO da Empiricus enfatiza que a atenção de boa parte de quem atua nesse segmento está voltada para o que poderá ser decidido em meio a reuniões com autoridades monetárias internacionais.

Uma das instituições mais observadas, em se tratando do que pode ser decidido em suas reuniões de cúpula, é o BCE (Banco Central Europeu). Expectativa semelhante é vista em relação ao FED, entidade mais expressiva em se tratando de atividades financeiras dos Estados Unidos. Outros bancos reguladores também engrossam a lista de decisões que podem até mesmo mudar os rumos das atividades em bolsas de valores de todo o mundo. São eles: o Bank of England e o Bank of Japan.

Dentre o que se especula acerca do que poderá ser decidido por meio de tais instituições cogita-se que ocorra modificação nas taxas de juros de alguns países. Alguns economistas defendem que a adoção de uma maior flexibilização de ordem monetária poderia ser benéfica, uma vez que atuaria no sentido de se evitar que ocorresse uma recessão de abrangência global no ano de 2.020. Outras ações de caráter monetário também são esperadas, visto que agentes do mercado acreditam na possibilidade de melhora do ritmo empreendido ao crescimento em larga escala, pondera o fundador da Empiricus.

Uma linha de pensamento, entretanto, tem suscitado discussões sobre a real influência de políticas monetárias no que diz respeito ao crescimento mundial, assinala o gestor da Empiricus. O autor de tal forma de se pensar é Nassim Taleb, um especialista no tema, esse tipo de crescimento não ocorreria por conta de ações de natureza monetária, já que acredita que estas não seriam tão efetivas quanto se costuma imaginar. Segundo reporta o líder da Empiricus, por meio do que alega Taleb, o crescimento econômico mundial está diretamente ligado ao surgimento das empresas de tecnologia, com destaque para as fintechs, que atuam no ramo financeiro. O especialista ressaltou que a China exerce um papel de destaque nesse panorama. Taleb também pontuou que tais companhias são conhecidas por não ficarem no prejuízo, já que se valem de seus recursos tecnológicos para aprimorar sua gestão.

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